Do Delivery à Comfort Food

  • 5 de maio de 2021
  • 0
  • 23 Views
Compartilhe:

A pandemia do Coronavírus mudou muitas coisas, dentre elas os hábitos alimentares. Com mais pessoas trabalhando e estudando em casa, os pedidos de delivery dispararam entre janeiro e dezembro de 2020. Segundo um levantamento realizado pela fintech Mobills, os gastos com os principais aplicativos de delivery, como iFood, Uber Eats e Rappi, aumentaram 149% no período. A pesquisa também mostrou que dezembro foi o mês com mais despesas com os pedidos de comida em casa.

Outro estudo, realizado pelo Instituto QualiBest, mostrou que em torno de 26% dos entrevistados gastam entre R$ 40 e R$ 59,99 nos pedidos. O levantamento também revelou que 67% dos usuários pedem comida nos aplicativos aos finais de semana e 46% pedem por falta de tempo para preparar em casa. Além disso, 56% dos que responderam a pesquisa afirmaram que a comida no delivery é uma alternativa por não saberem preparar ou por procurarem algo diferente para comer.

 

Divulgação

 

 No segundo ano de pandemia e com a orientação de distanciamento social ainda vigente, uma alternativa de redução de gastos para as famílias, pode ser a busca por novas receitas para fazer em casa. Cardápios caseiros acabam sendo mais econômicos em grande parte das vezes. A culinária caseira pode ainda ser uma boa oportunidade para unir a família. Uma dica é apostar na Culinária Afetiva ou Comfort Food – uma comida que desperta sentimentos e memórias.

Com a essência de resgatar lembranças especiais para quem está se alimentando, a cozinha afetiva vem ganhando cada vez mais espaço. Muitas pessoas já se deixaram conquistar pelo Comfort Food e o segmento ganha força com profissionais dedicados a trazer de volta sensações nostálgicas através do paladar.

Marilaura Zanetti, chef e consultora Sabor das Índias, enfatiza que um dos objetivos da culinária afetiva é resgatar o paladar saudável e com memórias que muitas vezes deixamos de lado pela falta de tempo em prepará-los. Para ela é recompensador saber que seu trabalho proporciona memórias afetivas para outras pessoas: “Recentemente fiz uma receita de batata que minha mãe fazia na infância e uma seguidora contou que também fez. Quando ela comeu, correu ligar para a mãe, pois aquele sabor era muito familiar. Então a mãe, que mora em outro país, disse que fazia essa receita quando ela era criança. Ambas choraram e eu também quando soube”, conta a chef.