Mercado brasileiro de flores deve ter alta de 10% este ano

  • 14 de setembro de 2011
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O crescimento do mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais deve ser 10% maior neste ano em relação a 2010. O desempenho do setor é bem acima do PIB – Produto Interno Bruto – previsto para crescer até 4% ao fim de 2011. Com esse desempenho, a movimentação financeira gerada por flores e plantas deve ficar entre R$ 4,18 bilhões (estimativa da Ibraflor) e R$ 4,4 bilhões (cálculo da Câmara Setorial Federal de Flores e Plantas).

Na avaliação do presidente do Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura, Cornelis Petrus Theodorus Schoenmaker, ou Kees Schoenmaker, como é conhecido no setor, uma sequência de fatores impulsionam o mercado e justificam a estimativa de crescimento. A melhoria genética das plantas, a utilização de melhor tecnologia no plantio e o aperfeiçoamento do processo de acondicionamento e entrega, com câmaras refrigeradas, possibilitaram colocar no mercado produtos de melhor qualidade e com maior tempo de vida. Associado a isso, surgiram novos pontos de vendas, instalados em supermercados, postos de gasolina e lojas de conveniência, entre outros.
No Brasil existem, devidamente registrados, 7,2 mil produtores de flores e plantas, segundo dados da Câmara Setorial Federal de Flores e Plantas. De acordo com Sílvia van Rooijen, presidente da Câmara Setorial, o mercado produtor deve movimentar cerca de R$ 700 milhões nesse ano, o mercado atacadista mais R$ 1,1 bilhão e, o varejista, R$ 2,6 bilhões.

São produzidas, no país, mais de 350 espécies com cerca de 2,5 mil diferentes variedades. O setor é responsável pela geração de aproximadamente 194 mil empregos diretos, dos quais 49,5% estão ligados à produção, 3,1% à distribuição, 39,7% ao varejo e 7,7% em outras funções.

Veiling responde por até 40% desse comércio

Previsão otimista também vem da Cooperativa Veiling Holambra (CVH), responsável pela comercialização anual de 35% a 40% das flores e plantas ornamentais produzidas no país. Grande centro de comercialização de plantas e serviços por meio de uma espécie de leilão ao contrário (vence o menor preço), a cooperativa abriga uma infraestrutura similar ao que há de mais avançado no mundo no setor de perecíveis.

A expectativa do Veiling é de um movimento da ordem de R$ 300 milhões 2011. Segundo a gerente de Corte da Área Comercial do Veiling, Rachel Ozório, a movimentação está calcada no alto grau de confiabilidade dos produtos brasileiros, conquistado graças ao empenho dos produtores e dos profissionais especializados.
O Veiling conta com cerca de 300 cooperados estabelecidos nas cidades do Circuito das Águas paulistano e no Sul de Minas, num raio de até 150 Km de distância da cooperativa. Soma, ainda, mais de 500 clientes ativos, responsáveis pela distribuição dos produtos por todo o território brasileiro, e hiper e supermercados com lojas em todos os estados.

Vendas on-line crescem 50%

Para Rachel Ozório, a maior participação dos produtores em feiras e eventos também deve contribuir para o crescimento do mercado nesse ano. A mídia digital é outro fator a ser considerado. Segundo a gerente da CVH, o comércio virtual apresenta-se como ótima opção para quem não tem tempo de ir a uma loja física. “No ano passado a venda de flores on-line cresceu cerca de 50% e estimamos o mesmo índice para este ano”, diz.

Imagens: Divulgação