Especial – Festival de Cinema de Gramado: Wagner Moura recebe troféu

  • 13 de agosto de 2013
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Na noite do último dia 10/08, Wagner Moura recebeu, das mãos de Rubens Ewald Filho, o Troféu Cidade de Gramado no Palácio dos Festivais, durante a 41ª edição do Festival de Cinema de Gramado.

Moura já participou de 25 filmes, incluindo curtas e longas-metragens. Desde que começou a carreira, atuou em obras cinematográficas de importantes diretores como Hector Babenco, Cacá Diegues e Walter Salles, em uma carreira marcada também por trabalhos na TV e no teatro.

 
 
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Emocionado, o ator agradeceu a curadoria pela escolha de seu nome e disse estar muito feliz por poder orgulhar sua mãe, dona Alderiva, que estava sentada na plateia. Ela acompanhou Wagner na viagem à serra gaúcha e esteve ao lado do filho durante a caminhada pelo tapete vermelho.

O ator baiano destacou que este é um prêmio para toda uma geração do cinema nacional e lembrou nomes como Selton Mello, Mateus Solano, Lázaro Ramos, Caio Blat, Vladimir Brichta e Daniel de Oliveira. “Eu entendi que o Festival de Gramado, na minha pessoa, homenageia a minha geração”, afirmou. Wagner também disse que os festivais não devem ser apenas lugares para atores desfilarem em tapetes vermelhos, mas um espaço para discussão sobre todos os assuntos. “Os festivais de cinema são fóruns para falar de outras coisas, do que a gente quiser, não devem ser um tapete para os atores passarem”, indicou.

 
 

Curadoria de José Wilker

 
 

Na curadoria do Festival desde 2012 ao lado de Rubens Ewald Filho e Marcos Santuário, o ator e diretor José Wilker comentou sobre ter assumido a responsabilidade quando o evento passava por um momento de redirecionamento e transformação. “O nosso grande desafio foi restabelecer uma conversa do cinema com o público de Gramado”, revelou.

 
 
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Importante vitrine do cinema brasileiro, o Festival de Gramado foi, segundo ele, palco de resistência e instrumento fundamental para disseminação da produção nacional. “O Festival de Gramado foi o melhor farol para o cinema brasileiro. Foi também a resistência. Nos anos em que o cinema precisou resistir, ele resistiu. Não se rendeu ao governo de Fernando Collor e se abriu ao cinema latino-americano. E é, além disso, um apoio fundamental para a produção cinematográfica no Rio Grande do Sul”, afirma o curador.

 
 

Flores Raras

 
 

Muito tem se falado a respeito do filme Flores Raras. A obra, que tem direção de Bruno Barreto e foi escolhida para a abertura do festival, é baseada em fatos reais e traz Glória Pires e a australiana Miranda Otto como protagonistas.

 
 
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Miranda, que recentemente finalizou The Homesman ao lado de Meryl Streep e Tommy Lee Jones, é Elizabeth Bishop, poetisa que viveu uma história de amor com a arquiteta carioca Lota de Macedo Soares (Glória Pires), idealizadora e supervisora da construção do Parque do Flamengo durante a ditadura militar no Brasil. Esta é a primeira vez em que Glória Pires interpreta uma homossexual em sua carreira.

 
 

Fotos: Edison Vara/PressPhoto