"Vermelho" é apresentado em Paulínia

  • 27 de agosto de 2012
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Antonio Fagundes e Bruno Fagundes estreiam o espetáculo “Vermelho”, com apresentação nos dias 31 de Agosto e 1º de Setembro, às 21h, no Theatro Municipal de Paulínia. 

 Premiado na Broadway (seis Tonys na temporada 2010), Vermelho é uma co-produção de Antonio Fagundes e Jorge Takla. Escrita pelo dramaturgo e roteirista John Logan e traduzida por Rachel Ripani, com figurinos de Fabio Namatame, a peça se passa no período entre 1958-1959, quando o pintor russo Mark Rothko naturalizado norte-americano – que ganhou notoriedade ao encabeçar o Expressionismo Abstrato -, trabalha em uma série de murais para o sofisticado restaurante Four Seasons, no Edifício Seagram, na Park Avenue, encomendados a ele por uma quantia recorde à época. 
 A peça é um olhar carinhoso sobre um grande artista consagrado passando o bastão para uma nova geração de novos artistas inquietos, provocadores e talentosos. 
 Um dos pontos primordiais do texto é a sua universalidade, como aponta o diretor Jorge Takla: “enquanto acompanhamos o processo de criação desse grande artista, percebemos um conflito comum a todos nós, criadores: o dilema entre o artístico e o comercial. A relação que existe no palco entre Rothko (Antonio Fagundes) e Ken (Bruno Fagundes) observa, de forma carinhosa, a troca entre um artista consagrado que passa o bastão a uma nova geração provocadora que está por vir. Vermelho é uma obra exigente que, como Rothko, nos leva a criar um clima de luzes delicadas, um ambiente suave, para valorizar as obras e deixá-las pulsantes e vivas. Aliás, a luz foi um dos desafios da montagem, pois Rothko dizia que uma obra vive por simbiose, ela precisa do olhar empático do observador, e por isso ele tinha que protegê-la, controlando a luz, a altura em que ela está exposta, a distância do observador; senão a obra poderia morrer desprotegida” , diz.
Pela primeira vez, Antonio Fagundes contracena com seu filho, Bruno. No palco, os atores mostram, também a intimidade construída no processo de criação de um artista. Preparam e misturam a tinta, esticam a tela, debatem a iluminação ideal para, nas palavras do artista, proteger sua obra de arte. Com muita segurança, Rothko conduz Ken – e a platéia – por um caminho teórico cheio de referências e, ao mesmo tempo, extremamente sensível. 
 A peça acontece nos dois dias às 21h.

Foto: Divulgação