Traumatismo dentário na infância: o que fazer?

  • 17 de março de 2020
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É muito comum as crianças a partir dos primeiros passos até os 2 anos de idade sofrerem quedas, até mesmo por sua coordenação motora não estar plenamente habilitada. Como não apresentam reflexo de proteção ao cair, pode ocorrer traumatismos na região da cabeça e, especialmente, da boca – os dentes superiores da frente são os mais afetados.

A primeira consulta com o odontopediatra deve ocorrer logo que houver a erupção dos primeiros dentes para um acompanhamento preventivo. Além da assistência periódica, os pais têm para quem recorrer em um eventual caso de traumatismo, que requer um tratamento de urgência imediato para um resultado bem sucedido.

Os dentes fraturados, deslocados ou perdidos podem comprometer de forma negativa e considerável os aspectos funcionais, estéticos e psicológicos da criança. Por isso a prevenção destes traumas na primeira infância é sempre a melhor opção.

Para prevenir os traumatismos, são importantes medidas como não deixar as crianças sozinhas em lugares altos, perto de escadas e janelas, onde se recomenda o uso de portões e grades. Também é preciso ter cuidado com móveis e quinas, gavetas que possam ser abertas, móveis que possam ser escalados, entre outros.

 

Divulgação

 

Caso as quedas sejam frequentes, é preciso observar se a causa tem relação com alterações ortopédicas (pé chato), o que merece uma consulta ao ortopedista.

O traumatismo no dente de leite pode potencialmente causar alterações no seu sucessor. Quanto mais jovem a criança no momento do trauma, aumenta o risco de desenvolver distúrbios no desenvolvimento do dente permanente sucessor. Por isso, independente do traumatismo e da intensidade, retornos periódicos para avaliação clínica e radiográfica de possíveis sequelas que podem advir do trauma do dente de leite são indicados.


Primeiros socorros

Caso se depare com um traumatismo dentário em seu filho, lave o local com água filtrada e verifique se há mobilidade em algum dente ou até mesmo se houve a perda total de algum deles – neste caso é preciso encontrá-lo e se certificar que a criança não o engoliu. É preciso considerar a possibilidade dele ser aspirado. Para reduzir a dor, administrar analgésico de costume. Se houver sangramento intenso, usar gaze para estancar o fluxo.