“Grávido – A Comédia do Pai Moderno” acontece no Teatro Amil

  • 21 de novembro de 2012
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O espetáculo “Grávido – A Comédia do Pai Moderno” segue em cartaz no Teatro Amil, em Campinas. O texto é de Gustavo Kurlat, Marcelo Laham e Fábio Herford e a direção de Alexandra Golik.

A história fala da relação do homem contemporâneo a partir do momento em que fica sabendo que vai ser pai, colocando a gravidez e a criação dos filhos sob uma visão masculina que revela sentimentos como incerteza, carinho e raiva que o homem enfrenta ao mergulhar nesse estranho universo feminino.
 Com uma visão bem-humorada e ao mesmo tempo crítica do papel que o Homem assume desde a hora em que fica “grávido”, esta peça faz pequenos recortes do cotidiano que revelam iniciativas ou passividade. “Contar o que acontece na vida deles cria um contexto muito propício tanto para uma crítica quanto para uma autoavaliação de toda a situação, fazendo com que o espetáculo seja bem divertido, cheio de ternura e poesia, ao mesmo tempo”, explica a diretora Alexandra Golik.
O espetáculo expõe, assim, a perplexidade deste Homem diante da constatação que, diferentemente das mulheres – acostumadas desde pequenas a brincar de casinha e boneca – não foi preparado para ser pai.

Sem a pretensão de ditar regras ou fazer tratados sobre o tema, a peça coloca, de forma fragmentada e divertida, o Pai como protagonista. “A igualdade do casal exigiu do homem um equilíbrio das funções, tornando sua participação no evento do nascimento mais efetiva. Tudo isso trouxe inúmeras reflexões e análises, observações que passam do drama à comédia em instantes”, observa Herford. “Hoje em dia o homem tem atuação mais efetiva na hora de cuidar de seu próprio filho. Na época de nossos avôs, era comum encontrar um pai que não sabia trocar uma fralda. Hoje, isso é quase inadmissível”, completa Marcelo Laham.

Para Gustavo Kurlat, que também é responsável pela trilha sonora do espetáculo, o tema cria uma identificação rápida por parte da plateia. “Descobrimos que os homens compartilham dos mesmos problemas, mas não falam sobre o assunto, são mais fechados. E as mulheres, podem agora, ver um outro ponto de vista”, diz.
 Desde o início, instaura-se uma atmosfera de comédia que não abre mão do olhar poético, com dois atores que se revezam em dilemas e reflexões que passam por insônia, fraldas, choro, amamentação, buscando uma compreensão das relações que, provavelmente, nunca atingiremos. 
 O espetáculo acontece às sextas, sábados, às 21h e domingos, às 19h, até 16/12.
Foto: Divulgação