Xanadu estreia em Paulínia

  • 17 de abril de 2012
  • 0
  • 32 Views
Compartilhe:
Após temporada de sucesso no Rio de Janeiro, chega ao interior de São Paulo o musical Xanadu, com Danielle Winits, Miguel Falabella e Danilo Timm encabeçando o elenco. O musical inicia sua turnê nacional em Paulínia, de 19 a 22 de Abril, no Theatro Municipal.

O sucesso de Xanadu começou com o filme, um dos símbolos mais representativos da iconoclastia de excessos da década de 80. Recebido com expectativa e capitaneado por uma estrela à época, Olivia Newton-John, o longa eternizou canções que povoam o imaginário das pessoas até hoje.
O filme serviu como base para o musical homônimo que estrearia na Broadway em 2007. A encenação obteve um imenso sucesso, tendo sido indicada a prêmios. Desta montagem vem a inspiração para a superprodução dirigida por Miguel Falabella, com versão brasileira de Artur Xexéo (em sua segunda incursão teatral).
Em Xanadu, os deuses da mitologia grega descem à terra para ajudar os humanos. Entre eles, Clio – uma semideusa que adota o nome de Kira quando se disfarça como terrena -, que vem ajudar Sonny Malone (Danilo Timm), um artista incompreendido que pretende abrir uma casa noturna diferente de tudo que havia sido feito até então. Para isso, ela conta com a ajuda de Danny Mc Guire (Miguel Falabella, que também interpreta Zeus). Duas atrizes com trajetórias de respeito em musicais também encabeçam a escalação: Sabrina Korgut (Calíope/Afrodite) e Gottsha (Melpômene/Medusa). Completam o elenco Maurício Xavier, Brenda Nadler, Karin Hils, Fabrício Negri, Lucas Drummond, Giovanna Cursino, Carla Vazquez e Danilo Timm.

Enquanto a versão americana do espetáculo usa e abusa dos cânones máximos da cafonice dos anos 80, a releitura brasileira também o faz, só que com “uma pimenta, um molho todo nosso”, segundo Miguel Falabella. O diretor conduz um espetáculo que ri de si mesmo. “Xanadu é um musical esquizofrênico. Esta miscelânea de Grécia Antiga com anos 80 não pode ser logicamente conceituada. Xanadu não se explica, não se teoriza sobre ele, apenas se vive. Afinal, são sensações e experiências bem fortes as que ele proporciona”, define, com bom humor.
Artur Xexéo foi o responsável pela transposição, não apenas geográfica, como idiomática, do espetáculo. “É bem difícil verter as canções. Pra começar, não se pode fazer uma tradução literal. Se fosse assim, iria sobrar letra ou música. E, por mais que você não faça tradução literal, é importante manter a ideia do autor e o máximo de referências possíveis a versos da letra original”, diz.
A direção musical e vocal fica a cargo de Carlos Bauzys, que comanda um sexteto, com o intuito de reproduzir com exatidão a sonoridade bem característica da época: “Acho fantástica essa capacidade da música de Xanadu pois, sim, é datada, mas também atemporal. Afinal, já resiste ao menos há três décadas na memória das pessoas o que, só por esse fato, já prova sua qualidade e beleza. Fora isso, claro, os magníficos arranjos vocais e a maneira como se usavam as guitarras e os sintetizadores, que procuramos reproduzir neste espetáculo”, contextualiza o maestro.

No plano cênico, o cenógrafo Nello Marrese procurou reproduzir toda a grandiosidade que um musical destas proporções exige. O cenário-base é inspirado numa pista de skate de Los Angeles, com referência estética dos grandes grafiteiros, que tiveram seu último estouro justamente nos anos 80. A partir disso, há uma sucessão de transformações na área cênica ao longo do espetáculo. “Criei um cenário lúdico, divertido, mas totalmente de acordo com o novo subtexto criado por Artur e Miguel. E, ao mesmo tempo, suntuoso, tecnológico e surpreendente. Nesta montagem, Xanadu pode ser em qualquer lugar do planeta, inclusive no Brasil”, conceitua.
À coreógrafa Fernanda Chamma coube o desafio de recriar as coreografias originais, a exemplo das antológicas acrobacias com patins. Assim como os demais segmentos, Fernanda seguiu a linha bem humorada proposta pelo diretor: “Reviver os anos 80 foi divertido e inspirador. Vivi essa febre sobre patins e os tempos áureos do jazz dance que marcaram essa época. Este fato, junto à liberdade de criação com que o Miguel me presenteou, tornaram este trabalho especial”, diz.

Completam a equipe Paulo César Medeiros (iluminação) e Marcelo Pies (figurinos), responsável por recriar o estilo inconfundível da moda dos anos 80 através de mais de cem figurinos e dezenas de trocas de roupas.
O espetáculo acontece nos seguintes horários:
19/04 (quinta) – 21h
20/04 (sexta) – 21h
21/04 (sábado) – 18h e 21:30h
22/04 (domingo) – 17h30

Fotos: Caio Gallucci