Sergio Marone e Juliana Martins apresentam “Eu te amo” em Campinas

  • 29 de janeiro de 2014
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“Eu te Amo”, versão teatral do filme de Arnaldo Jabor, estreia no Teatro Amil, em Campinas, no dia 7 de fevereiro, com Sergio Marone e Juliana Martins no elenco. A direção é de Rosane Svartman e Lírio Ferreira, que debutam no tablado após larga experiência no cinema. Os dois transformaram o texto sobre sexualidade em um emocionante espetáculo: ora drama, ora comédia.

Sucesso no cinema na década de 80, “Eu Te Amo” volta num roteiro adaptado pela protagonista da peça. “A gente costuma dizer que contextualizou o tema para o século XXI. O texto do Jabor e as frases dele continuam lá. O que fizemos foi mudar algumas referências. Mas no fundo é um tema altamente adaptável para o teatro”, explica Juliana Martins.

O texto, que deu origem ao filme de 1981, se renova, não só por tratar de sentimentos universais, como rejeição, carência e derrota, como também por brincar com a fronteira entre verdade e mentira, ficção e realidade. É uma fantasia romântica sobre o desejo e a paixão.

 
 

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Juliana Martins é Maria, papel de Sônia Braga nas telas. Uma moça formada em Letras que não consegue emprego na área e vira gerente de uma loja de chocolates. Seu único relacionamento “estável” é com um homem casado, um piloto de avião chamado Ulisses. Cansada da vida que leva, ela resolve usar o vestido do seu baile de debutante, fingir que é Mônica, uma garota de programa, e transar com o primeiro cara que aparecer, no caso, Paulo.

Sergio Marone interpreta Paulo, que acabou de levar um fora de Bárbara, atriz, com quem morou três anos – ela foi embora há um mês e ele nem sai mais de casa, onde também funciona sua produtora de cinema falida. Ele se diz um cineasta interrompido sem dinheiro para nada. E fica por ali bebendo, navegando na Internet e curtindo mulheres virtuais até conhecer Mônica, para quem diz ser rico.

Os personagens se conhecem pela web, universo onde a ficção e a realidade por vezes se confundem. Cada um com sua máscara, com seu nickname. Decepcionados com o amor e com a vida profissional, eles se encontram e se apaixonam enquanto fingem que são outras pessoas. Mas não conseguem enganar um ao outro nem a si mesmos por muito tempo e ao ser honestos, qualquer vestígio de afeto acaba (talvez nada tenha começado de verdade).

Para a direção, a encenação é como um filme que se monta a cada dia no palco, no ritmo dos atores e na presença do público, para abordar dor, ilusão e sexo. Mostra a exposição de um casal, seus questionamentos sobre o amor. Mostra um desejo momentâneo e a carência que vem depois, o vazio. Uma peça sobre o que seria uma história romântica.

“O Jabor é um autor que fala tanto para o homem quanto para a mulher de uma maneira inteligente, bem-humorada, com metáforas e palavras que só ele tem. É uma marca dele”, diz Sergio Marone.

 

As apresentações seguem até 2 de março, às sextas e sábados, às 21h e domingos, às 19h.

Ingressos inteiros: R$40,00 (setor 2) e R$50,00 (setor 1) às sextas-feiras e domingos; R$50,00 (setor 2) e R$60,00 (setor 1) aos sábados.
 
 

Foto: Marcos Morteira