Economia compartilhada chega aos residenciais

  • 2 de setembro de 2021
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Surgida logo depois da crise econômica de 2008, a “economia compartilhada” fez nascer novos negócios, que se tornaram imprescindíveis no nosso cotidiano. Uber, Airbnb, Ifood, Rappi e tantas outras soluções baseadas nesse conceito passaram a fazer parte da vida da grande maioria das pessoas. Resumidamente, o “peer-to-peer” compreende o desenvolvimento de atividades humanas voltadas à produção de valores de uso comum e que são baseadas em novas formas de organização do trabalho e das atividades do dia a dia.

Ancorado na tecnologia, esse conceito foi chegando aos poucos a outros setores e, com a pandemia, ampliou sua presença nos empreendimentos imobiliários. Um desses exemplos é o novo edifício residencial que começa a ser construído esse ano pela Construtora Yticon, do Grupo A.Yoshii, na Gleba Palhano, em Londrina (PR). A previsão de entrega é novembro de 2024.

Com uma proposta inovadora, baseada na “economia compartilhada”, o Carmel terá o conceito de Compartycon, que prevê a utilização coletiva de bicicletas, ferramentas, além de materiais esportivos.

Como já ocorre em outros empreendimentos residenciais, várias áreas comuns também poderão ser compartilhadas. Entre elas, a lavanderia e o coworking, dois espaços tradicionais em edifícios residenciais de outros países, e que estão se tornando cada vez mais comuns nos brasileiros, devido às mudanças do estilo de vida dos moradores.

Segundo Renato Viani, arquiteto responsável pelo projeto arquitetônico, a concepção foi realizada seguindo as mais novas tendências de moradia inteligente, para aproveitar cada espaço do terreno da melhor maneira possível. Essa preocupação estará presente nos espaços de lazer, de conveniência, bem como nos serviços de apoio.

“Na área de lazer, distribuída nos pisos térreo e intermediário, podemos destacar o espaço fitness com vista panorâmica para as piscinas, o coworking, que atende a demanda de home office e a novidade do personal studio, um espaço dedicado aos moradores que criam conteúdos para as mais diversas plataformas digitais”, pontua. Todas essas ideias integram o modelo de consumo consciente de moradia, com aproveitamento e integração de espaços, que resultam em economia de gastos e condomínio de menor valor.

 

Divulgação

 

Decoração

O projeto do apartamento decorado, que pode ser visitado no showroom da construtora, ficou sob responsabilidade da arquiteta Cristina Cardoso, que deu continuidade à ideia de integração e aproveitamento dos espaços. “Logo na entrada, nos deparamos com um ambiente social que reúne sala de estar, sala de jantar, cozinha e varanda com churrasqueira. Para que tudo “converse”, apostamos em móveis planejados com design moderno, cores e texturas diversas”, explica. A sala de estar, por exemplo, é composta por tons neutros e decoração com texturas coloridas. “No painel da TV, as prateleiras parecem flutuar, apoiando vasos com plantas, trazendo a cor e alegria do verde para dentro de casa”, completa.

Ainda seguindo a linha de layout mais flexível, o quarto de solteiro foi ambientado para ser não apenas um dormitório, mas também um home office, com bancada de trabalho, prateleiras de apoio para livros e materiais escolares, e uma parede revestida com cortiça. “A necessidade de apresentar mais de uma possibilidade para uso do ambiente veio para ficar. As cores variam entre tons neutros no mobiliário fixo e mais vibrantes em objetos de decoração”, pontua a arquiteta.