Decoração: valorização da madeira é tendência

  • 29 de setembro de 2013
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As tendências de Outono/Inverno 2013/2014 apresentadas na segunda edição anual da Maison&Objet, ocorrida no início de setembro em Paris, na França, apontam para o natural, com destaque para as madeiras em estado bruto. Os designers fixaram olhares para retalhos de madeiras alternativas com suas colorações originais e veios únicos, vislumbrando ali obras exclusivas, e aproveitaram o que a natureza oferece, agregando ainda mais valor às peças ao empregar ricos detalhes, ora em acrílico, ora em aço, ferro ou em vidro e voilá! Surgiram peças de decoração e de mobiliário nas quais as linhas puras serviram de fonte de inspiração.

 
 

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Pranchas de troncos de árvores quase que in natura apareceram em versão tampo de mesa. Gravetos retorcidos, entrelaçados ou não, ganharam status quase que de obras de arte em artigos tais como abajures, encostos de poltronas e divisórias pra lá de arrojadas, entre outros.

 
 

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Estavam presentes também retalhos de madeira que deram formas a bancos – como que preservados por uma camada de acrílico – revestimentos de balcões, lustres, aparadores, pisos e paredes. No quesito acabamento, o aspecto destroyed, desgastado pelo tempo sobressaiu-se como uma das propostas mais vanguardistas. Mas o visual mais tradicional e uniforme manteve-se em alta em diversos ambientes.

 
 

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Para a arquiteta Elaine Carvalho, que integrou a comitiva de Campinas, SP, para a Maison&Objet, organizada pelo Polo Arqdec Interior, embora a linha da mostra seja clássica, o que mais chamou sua atenção foi justamente a mistura de materiais tidos como brutos e pesados a outros mais leves. “Esse balanceamento de estilos resultou em peças inusitadas e de pura sofisticação”, avaliou.

 
 
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E, por falar em inusitado, vale destacar o trabalho de talentos tais como G. Lecleaf, que cria suas obras a partir de fragmentos de revistas – pura arte conceitual com resultado estético surpreendente. Tudo caminhando de mãos dadas com o sustentável e o ecologicamente correto presentes em todo o evento.

 
 

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A proposta clássica à qual se referiu Elaine Carvalho também foi lembrada pela arquiteta Ana Carla Costa Leme, outra integrante da comitiva do Polo Arqdec Interior. A profissional ressaltou os móveis antigos repaginados com uma profusão de cores, tecidos e texturas e destacou os estilos Provençal e Clássico, que reinaram absolutos, porém, com toques de tecidos em patchwork e lona de caminhão, por exemplo.

 
 

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Poltronas tipo Bergère receberam design de superfície multicolorido, aparadores de diferentes dimensões tiveram sua superfície recoberta por pátina colorida, mosaicos, ou ainda, surgiram estampados com petit pois, ou até mesmo por listras, tão em alta na moda vestuário. Em todos os exemplos, as linhas clássicas e sinuosas das peças de mobiliário faziam um contraponto com a leveza dos revestimentos, garantindo resultados milimetricamente harmoniosos.

 
 

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Ana Carla Costa Leme acompanhou de perto cada detalhe da feira, realizada em um dos oito pavilhões da Maison&Objet, e para ela, a mistura de materiais também foi o ponto alto. “O que mais me chamou a atenção foi à mistura de madeira com aço e madeira com vidro”. Para Ana, a Maison&Objet é uma referência para os sul-americanos, pois não há nada parecido por aqui. “Mas não é a única, pois, em alguns momentos vi muita coisa parecida com a II Salone del Mobile di Milano. Não conheço a Art Basel, em Miami, nos Estados Unidos, mas penso que deve ser algo semelhante. Gostei muito do que foi apresentado, não apenas na feira mas também em tudo que vi em Paris, pois voltei com ideias bem aproveitáveis para usar em meus projetos”, disse.

 
 

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A madeira, indiscutivelmente, foi a pièce de résistance desta edição da Maison&Objet. O emprego do material natural, como forma pura, sem interferência de fatores mecanizados, foi uma forte tendência apontada pela arquiteta Letícia Telles Muzetti, que também visitou o evento a convite do Polo Arqdec Interior. “O uso das madeiras alternativas e orgânicas, como visto na Maison&Objet, quebra um pouco as linhas retas. É uma forte referência que remete à natureza no mobiliário”, concluiu a profissional.

 
 

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Fotos: Divulgação