Decoração – Rodapés: do funcional ao decorativo

  • 30 de junho de 2013
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Praticamente imperceptível no passado, o rodapé perdeu a função de mero acabamento e proteção entre o piso e a parede e passou a ser um importante artifício decorativo. De coadjuvante a ator principal, ele agora possui uma extensa gama de modelos, tamanhos, cores e formas que atendem aos diversos gostos e bolsos.

Segundo o presidente do Polo Arqdec Interior, Sante Testa Neto, o rodapé tem um papel fundamental no acabamento do ambiente e não é raro ver o crescimento no número de empresas especializadas. “Devido à criatividade dos profissionais da área, a importância desse acabamento nos projetos arquitetônicos aumentou, o que refletiu diretamente numa expansão na oferta do produto, que hoje possui até linhas especializadas”, explica ele.

Nas novas tendências de acabamento, arquitetos e decoradores têm deixado de lado a regra básica de que o rodapé deveria ser do mesmo material e cor usados no piso e ter a altura padrão de 7 cm. Atualmente as opções de acabamento podem ser combinadas de várias formas, mas devem ser escolhidas com base na decoração e projeto de cada ambiente. A combinação depende do estilo de cada um. No entanto, geralmente acaba predominando o neutro, que não sai de moda e muito menos compromete o visual.

“As fábricas, vislumbrando o potencial desse tipo de acabamento, estão investindo na criação de linhas diferenciadas para clientes que não abrem mão dos mínimos detalhes numa obra”, explica o presidente.

 

 

Alturas

 

 

O mercado oferece atualmente um variado leque de modelos em materiais como mármore, madeira, porcelanato, cerâmica, poliestireno (plástico celular rígido) e MDF, com alturas que variam de 10 a 30 cm, em cores e desenhos diferenciados. “Existe uma tendência de maior procura por rodapés mais altos para imóveis com pé direito também mais alto”, explica Testa Neto.

 

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O rodapé não precisa necessariamente ser do mesmo material que o piso. Imprescindível mesmo é combinar com o estilo do ambiente. Assim como acontece com a altura do acabamento, o exagero cometido na hora de inovar pode comprometer o visual.

 

Tons

 

 

Não há regras na hora de mesclar as cores. Se a opção pelo tradicional estiver fora dos planos, então, deve-se observar uma combinação, mesmo que sutil, entre a parede, o rodapé e o piso. Cores terrosas, por exemplo, mas em tons diferentes são apostas certas. Mas, outra velha fórmula – a de combinar a cor da parede com o rodapé – também continua elegante.

Outra tendência é contrastar as cores e (ou) os materiais para criar um efeito diferenciado, porém, harmônico. Embutir o rodapé na alvenaria ou utilizar um perfil metálico que confere a impressão de que a parede está flutuando também são boas pedidas. Ambos os processo precisam estar previstos já no projeto da obra. “Vale ressaltar que os materiais empregados no rodapé devem ser sempre duráveis e de fácil manutenção, já que, apesar da função decorativa, ele ainda tem como finalidade preservar a parede”, avalia o presidente do Polo Arqdec Interior.

 

 

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Imagens: Iara Kílaris e Divulgação