Teve sua abertura à imprensa no último dia 08/11, a gelateria Bella Idea – Autentico Gelato Italiano, localizada à rua General Osório, no Cambuí, em Campinas. Com o conceito de gelato gourmet, a loja abre ao público no dia 11/11. 

Ao transportar para o Brasil a tradição na fabricação artesanal de gelato, os proprietários da loja – cinco jovens italianos – mantiveram as receitas criadas há 100 anos pelos antepassados de seus avós. 
Davide Franzin (acima), sócio-proprietário da Bella Idea, afirma que a concepção do empreendimento foi embasada nas tendências do segmento de gelatos nas cidades de Milão, Roma, Florença e principalmente Veneza e Torino. “Realizamos também pesquisa de mercado no Brasil durante dois anos e ficamos em dúvida entre Campinas e Florianópolis, mas acabamos optando pela primeira opção porque o paulista é bastante criterioso e Campinas é estrategicamente importante como mercado teste”, diz ele. 
 A origem da matéria-prima dos sorvetes é interessante: a avelã, da variedade Tonda Gentile, é cultivada no Piemonte; o pistache vem de Bronte, ambos na Itália; a baunilha é importada de Madagascar e o chocolate é proveniente da Bélgica (marca Callebaut) e Venezuela. 
 As matérias-primas são processadas em dois maquinários importados da Itália, um equipamento para processo de pasteurização e um batedor, que possibilitam produzir até 300 quilos do produto por dia, em 16 diferentes sabores. Os sorvetes são produzidos diariamente no laboratório da loja, à vista dos clientes, livres de gordura trans e hidrogenada, sem corantes ou aromatizantes artificiais. O açúcar também é orgânico.

 Segundo Franzin, a proposta da casa é proporcionar a experiência de degustar os sabores originais de cada receita, sem interferência de outras guloseimas industrializadas. Por esse motivo, como acompanhamentos, estarão à disposição exclusivamente caldas de chocolates belga 70% e branco. 

  Sorvete: sobremesa?

Os proprietários da sorveteria desejam estimular no Brasil os gelatos como alimentos e não somente como sobremesas. “Na Itália é comum substituir alguma refeição por um gelato. Quando preparados artesanalmente e com ingredientes de qualidade, eles são mais nutritivos e menos calóricos que, por exemplo, algumas massas” diz Davide. 
 Ele cita estudos recentes realizados em diversas instituições italianas, como as Universidades de Modena e de Roma e o Instituto Nacional de Nutrição, demonstrando que os gelatos fazem bem. Um desses estudos avaliou que o gelato à base de leite, creme de leite e açúcar, acrescido de matérias primas como nozes, amêndoas e chocolate, entre outros, são as variedade mais nutritivas e fornecem 160 calorias por 100 gramas de produto. Ele tem 9% de lipídios (digerível no leite e utilizados pelo corpo como fonte de energia), 26% de hidratos de carbono (açúcares altamente digestíveis) e 4% de proteínas.

 O gelato de frutas contém muitas vitaminas do grupo C e tem baixa caloria, em média 125, se comparado, por exemplo, a uma fatia média de pizza de mozzarella, com 223 calorias. “O equilíbrio entre os ingredientes é fundamental para garantir um produto final de qualidade ao mesmo tempo nutritivo e saboroso. Não é porque o gelato contém a gordura do leite, que ele é um alimento altamente calórico. É preciso quebrar esse tabu”, enfatiza Davide Franzin.
Os sócios-proprietários Arturo Bauce, Andrea Sposato, Mauro Martino, Luca Rizzardini e Davide Franzin
 Foto: G. Oliveira/Divulgação 

Fotos: Letícia Zuppi

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