Neste espaço do site abordamos tópicos relacionados à cultura, novidades e destaques.

 
 
Em destaque: Opinião
 
 
 

No topo da lista: os mais vendidos

 
 
Letícia Zuppi
 
 
Em Destaque Na Cidade fez uma seleção dos livros mais vendidos em 2016. Que títulos foram os mais adquiridos pelos brasileiros neste ano que se passou?
 
 
“Como Eu Era Antes de Você” – Jojo Moyes
“Depois de Você” – Jojo Moyes
“Ruah – Quebrando Os Paradigmas de que Gordura é Saúde e Magreza é Doença” – Padre Marcelo Rossi
“Grey” – E. L. James
“A Última Carta de Amor” – Jojo Moyes
“Harry Potter e a Criança Amaldiçoada” – J. K. Rowling
“Dois Mundos um Herói” – Rezendeevil
“O Diário de Anne Frank” – Anne Frank – Otto H. Frank e Mirjam Pressler
“A Garota do Trem” – Paula Hawkins
“Authenticgames – Vivendo Uma Vida Autêntica” – Authenticgames
“Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século” – Augusto Cury
“O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares” – Ramsom Riggs
“Segredos da Bel Para Meninas” – Bel
“O Pequeno Príncipe” – Antoine de Saint-Exupéry
“Cozinha Prática” – Rita Lobo
 
 

É inegável que a inglesa Jojo Moyes tem conquistado um público cada vez mais extenso com suas obras. Após trabalhar como jornalista por 10 anos, resolveu, em 2002, dedicar-se totalmente à literatura. Contabilizando mais de 8 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, a obra “Como eu era antes de você”, ganhou as telas dos cinemas, com Sam Claflin (Jogos vorazes) e Emilia Clarke (Game of Thrones).

 
 
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Aos 47 anos, Jojo conseguiu a proeza que poucas escritoras conseguiram, de ter três livros ao mesmo tempo na lista de mais vendidos do The New York Times. Além dos conhecidos e mais vendidos “Como eu era antes de você”, “Depois de você” e “A última carta de amor”, Jojo é também a autora de “O som do amor”, “Nada mais a perder”, “O navio das noivas”, “Baía da esperança”, “Um mais um” e “A garota que você deixou para trás”.

“O Diário de Anne Frank”, publicado originalmente em 1947, foi publicado na íntegra, após décadas de sua escrita, trazendo os tensos anos da família Frank em Frankfurt, a captura de Anne pelos nazistas e seu envio ao campo de concentração. Um sucesso da literatura que continuará a perdurar por muitas décadas.

 
 
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O famoso “O Pequeno Príncipe”, de 1943, com versão brasileira de 1952, é ainda um grande sucesso literário e mostra que os ensinamentos e mensagens de Antoine de Saint-Exupéry são muito atuais e bem-vindos.

 
 
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Boa leitura!
 
 
Imagens: Reprodução
 

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Em destaque: Opinião
 
 

Um show de originalidade

 
 
Letícia Zuppi
 
 

Quando pensamos em um show de um artista da música, é possível imaginar uma infinidade de possibilidades. Trata-se da oportunidade de trazer algo novo ao público. E esta apresentação ao vivo do cantor para a sua plateia deve, de alguma forma, emocioná-la.

Muitas pessoas saem de casa para assistir ao seu cantor ou banda favoritos simplesmente para vê-los de perto. Ao menos é isto o que diz o verdadeiro fã. Mas há os que queiram muito mais do que isto, pensando no show como a possibilidade de um grandioso espetáculo estrelado pelo artista.

 
 

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Muitos cantores apostam em shows intimistas. Nada de grandes cenários, efeitos visuais ou efeitos especiais. Para muitos, voz e violão podem ser o “menu da noite” para conquistar o público. E esta atmosfera em que a plateia parece estar na casa do cantor, ouvindo-o cantar ao lado da lareira, parece dar certo. Para muitos espectadores, quanto mais à vontade o cantor está e se apresenta de forma comum e direta, melhor. É aí que reside a verdadeira beleza de seu talento: um show de simplicidade.

 
 
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Outros artistas investem em shows com estruturas monstruosas. Obviamente tudo deve ser pensado levando-se em conta o local da apresentação. Em um local muito grande ou muito aberto, para milhares de pessoas, tais aparatos se fazem bastante necessários para criar um impacto que vá além da música em si.

Grandes telões, projeções…a tecnologia do LED de alta definição permite ao público assistir todos os detalhes de seu show favorito, com muita modernidade. Há palcos que se movimentam, fogos de artificio, cabos de aço que elevam os componentes da banda sobre o palco. O público assiste, estagnado, a um show que pode ser considerado um inesquecível espetáculo de luz, cores, sons e formas. Para alguns espectadores isto é o que se espera de uma apresentação: um show do inusitado, do elemento surpresa, da novidade que encanta os olhos e os ouvidos.

 
 

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Como o “show não pode parar”, que nossos ídolos sempre possam nos brindar e emocionar com suas apresentações pequenas ou grandes, simples ou sofisticadas, impressionantes ou não. Mas que sejam, sobretudo, um show de originalidade, cada um com a sua arte, que afinal nos conquistou !

 
 

Fotos: Divulgação

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Em destaque: Opinião

Para lá de confortáveis

 

Letícia Zuppi

Seria possível afirmar que antigamente ir ao cinema era um passeio pouco confortável? As poltronas não eram macias, os cinemas não estavam situados em shoppings centers, era preciso chegar antes para comprar o ingresso, não havia uma bomboniere com diversas e variadas opções de itens para serem degustados enquanto se assistia o seu filme predileto. O carro era estacionado em algum lugar na rua, a pipoca vinha do pipoqueiro da esquina e grandes cortinas dividiam a sala de cinema do pequeno hall para fora, o sonho da realidade. Mas era ou não era um passeio inesquecível?!

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Hoje os cinemas estão melhor localizados, permitem estacionar com todo o conforto, comprar o ingresso pela internet ou nos totens de atendimento ao lado da bilheteria e deliciar-se com a pipoca em tamanhos diversos e com as várias guloseimas que nos aguardam atrás dos balcões de vidro de um hall enorme.

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Pode-se optar por assistir à sessão com o conforto das poltronas básicas ou escolher as salas com poltronas super confortáveis, que reclinam. Estas salas são menores, mais intimistas. Quem opta por uma assim tem um bilheteria e bomboniere exclusivas, além é claro, de todo o luxo destas salas, nas quais são investidas milhões de Reais para a montagem. A tela de projeção também é maior, para que não se perca nenhum detalhe do filme.

As poltronas numeradas, presentes em muitos cinemas, também chegaram para tornar as acomodações mais fáceis. Não é preciso chegar tão antes do início do filme para pegar um bom lugar para assisti-lo. É possível escolher a fileira e a poltrona para acompanhar seu filme favorito como se fosse assistir a um espetáculo de teatro ou a um concerto. Há espaço de fácil acesso também para os deficientes com suas cadeiras de rodas e outros assentos preferenciais.

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Bebês e crianças com suas mães têm uma sessão especial para eles, com ar condicionado mais leve, iluminação mais clara e som mais baixo.

O cinema de hoje pode ser considerado o local ideal para um bom filme, para qualquer tipo de público.

Algumas redes vêm trazendo sessões de filmes clássicos, como A Noviça Rebelde, E o Vento Levou…Como é bom reviver! Para os nostálgicos, esta é uma boa oportunidade de voltar um pouco no tempo. Só não é possível “ainda” trazer de volta o pipoqueiro da esquina…

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Imagens: Divulgação

 

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“No palco e na TV”

Letícia Zuppi

Existem alguns seriados humorísticos de TV que repercutem de uma maneira especial devido a um fator muito importante: a plateia. Pela própria dinâmica do texto e a característica dos personagens, um programa de comédia gravado ao vivo, com os espectadores assistindo e interagindo, torna-se muito mais interessante.

A famosa Família Trapo, programa humorístico da década de 60, criado por Jô Soares, agradou em cheio os telespectadores com as aventuras de Bronco, interpretado por Ronald Golias, ao lado de Renata Fronzi, Ottelo Zeloni, Jô Soares, Ricardo Corte Real e Cidinha Campos. Exibido pela Record de 67 a 71, o seriado era ainda em preto e branco.

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De 87 a 90 pela Bandeirantes ia ao ar o seriado Bronco – ainda protagonizado por Golias – e uma reaposta de sucesso da Família Trapo. Bronco contava ainda com nomes como Nair Bello, Renata Fronzi e Anselmo Vasconcelos, entre outros. O seriado teve participações de Sandra Annenberg e Agnaldo Rayol.
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Os anos se passaram e o estilo de seriado humorístico gravado ao vivo voltou a fazer sucesso. Um exemplo clássico foi o programa Sai de Baixo, exibido de 96 a 2002. Gravado ao vivo no Teatro Procópio Ferreira, em SP, ia ao ar aos domingos na Globo.

Com Miguel Falabella, Marisa Orth, Luis Gustavo, Tom Cavalcante, Claudia Gimenez, Aracy Balabanian, Claudia Rodrigues e Marcia Cabrita, tinha o foco nos atores e também na reação da plateia. Para matar as saudades dos telespectadores, o seriado teve 4 episódios inéditos gravados com o elenco original, exibidos pelo Canal Viva, em 2013.

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O programa Toma Lá Da Cá, exibido de 2007 a 2009, reuniu Miguel Falabella e Marisa Orth – par protagonista de Sai de Baixo – em um novo trabalho, ao lado de nomes como Diogo Vilella e Adriana Esteves e também seguia a linha de um programa de comédia com participação de plateia ao vivo.

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Um exemplo mais recente é o programa Vai que Cola, exibido pelo Multishow, desde 2013. Com cenário completo e giratório, que permite que a história aconteça em diversos ambientes, a atração também inovou ao trazer uma gama maior de personagens ao seriado, alguns interpretados por humoristas, como Paulo Gustavo, Samantha Schmutz, Fernando Caruso, Marcelo Medici e Cacau Protásio.

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Mais humor, por favor! No palco e na TV!

Fotos: Divulgação

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Letícia Zuppi

A hora e a vez dos curtas

Os curta-metragens estão cada vez mais conquistando o seu espaço. Alguns tem 2, outros 4, outros 6 minutos.

Alguns são de Ação, Drama, Comédia, Animação, Romance, Ficção, Terror…

Os enredos são concisos, porém não deixam de ser muito interessantes. Mostram que em um curto espaço de tempo é possível contar uma história e passar uma mensagem.

Produtores de todas as partes do mundo aventuram-se no gênero dos curta-metragens. Para os que gostam da produção e direção de filmes, os curtas proporcionam uma experiência para que se tome contato com os desafios e conquistas da área do cinema.

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Os artistas que conhecemos dos longas dificilmente serão vistos em curtas. Os filmes de pequena duração geralmente trazem novos rostos. Para os atores iniciantes, os curtas são uma boa oportunidade de iniciar na carreira e aprender a trabalhar em equipe.

Assim como os longas, os curta-metragens envolvem um grupo de pessoas responsáveis por direção, iluminação, cenografia, produção, trilha sonora, maquiagem, figurino, etc.

O site Short of the Week reúne curtas de diversas partes do mundo – inclusive do Brasil – e de diversos gêneros. A página na web acredita que a internet seja uma ótima ferramenta para exibição deste tipo de filme. O espaço também busca incentivar novos produtores, lembrando que a criatividade deve ser o principal impulso para começar. E de fato, tudo começa com uma boa ideia!

O site está no endereço shortoftheweek.com. Que tal assistir a um curta agora?

Foto: Divulgação
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Letícia Zuppi

Homenagens nos palcos: a celebração do talento

O palco do teatro é um local ideal para a encenação de textos diversos. Comédias, dramas, romances…Estórias reais e fictícias, antigas ou modernas. O palco é também um lugar de homenagens. Relembrar a trajetória de um artista especial que marcou época e conquistou multidões. É a oportunidade de levar à plateia uma forma de recordar e, mais uma vez aplaudir, grandes nomes que fizeram e fazem história.

Os musicais em homenagem a artistas geralmente envolvem um trabalho de pesquisa, de concepção musical,  preparação de atores, cenografia e figurino. Tudo para levar ao público um resultado fiel e emocionante.

Cazuza foi homenageado no palco no musical “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz”. O espetáculo reuniu os maiores clássicos do cantor e compositor, morto em 1990, desde a sua época como integrante do grupo Barão Vermelho, até sua carreira solo, interpretando “Brasil”, “O Tempo Não Para”, “Exagerado”, “Faz parte do meu show”, etc.

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O espetáculo “Todos os musicais de Chico Buarque em 90 Minutos” fez uma homenagem ao artista da MPB nos palcos, reunindo músicas compostas pelo cantor para peças teatrais, como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “Ópera do Malandro”. Uma homenagem que veio de encontro aos 70 anos deste artista tão querido pelo público brasileiro.

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O musical “Tim Maia – Vale Tudo” já teve Thiago Abravanel no elenco e retomou a história deste ídolo irreverente e que também deixou saudades, ao interpretar canções como “Primavera”, “Não quero dinheiro, só quero amar” e “Vale Tudo”.

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O musical “Deixa Clarear” é mais um exemplo de homenagem nos palcos. A montagem reviveu o legado de Clara Nunes, com canções famosas como “Morena de Angola”, “O Mar Serenou”, “Na Linha do mar”, etc.

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Já o espetáculo “Ivan Lins em cena” inspirou-se na história e trabalho do cantor e compositor para esta montagem, baseada na parceria de Ivan Lins e Vitor Martins. O público relembra canções consagradas, como “Começar de Novo”, “Lembra de Mim”, “Novo Tempo”, “Vieste”, entre outras.

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Belas homenagens a grandes artistas. E homenagens que revelam também novos artistas e talentos. O reconhecimento do trabalho daqueles que encantaram e ainda encantam, fizeram sonhar e se emocionar. Que o aplauso recaia sobre todos eles!

Fotos: Leo Aversa, Claudio Erlichman e divulgação

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“Livros: há um para cada momento”

Letícia Zuppi

Ao percorrer as livrarias da cidade notamos algo cada vez mais comum: há livros para todo e qualquer momento da vida. O ser humano da atualidade tem à sua disposição obras que buscam auxiliá-lo em quase todos os seus desafios. Estão nas prateleiras uma infinidade de livros voltados à vida prática e alguns são verdadeiros guias para o dia-a-dia.

 

Para quem quer aprender a cozinhar, livros sobre gastronomia, para os pais de primeira viagem, livros sobre como criar os filhos, para os que têm cão e não sabem como adestrá-lo, livros sobre comportamento animal, para os que desejam ter sucesso na vida amorosa, livros sobre relacionamentos.

Se a preocupação é com a estética e a saúde, há livros sobre como se manter esbelto, livros para os que querem emagrecer. Para os preocupados com o intelecto, há livros para melhorar o desempenho cerebral, a memória. Se almeja uma casa ou escritório sem bagunça, há livros sobre organização. E para organizar-se em meio as novidades tecnológicas, há livros sobre informática e internet.

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Como se não já não fosse suficiente a quantidade de obras para uma vida sem complicações, elas se ramificam em diversos segmentos. Livros sobre filhos englobam livros sobre bebês, sobre como educar meninos, educar meninas, livros sobre adolescentes, livros sobre como saber responder as incessantes perguntas das crianças. Relacionamentos se dividem em livros para os solteiros, para os casados, para os que buscam a alma gêmea, para os que querem entender o sexo oposto, e até mesmo para os que desejam “blindar” o casamento.

 

E não para por aí: Jardinagem, Decoração, Moda, Turismo, Esporte, Hobbies. De que você precisa?

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Nas prateleiras de auto ajuda há mais opções. Livros para os estressados, para os sonhadores, para os ansiosos, para os desanimados, para os tímidos, para os ambiciosos e para todos aqueles que buscam sucesso no trabalho, no amor e na vida. Para os com fé, para os sem fé e para os que não tem certeza…

 

O que seria do mundo sem elas? Para qualquer dúvida, desejo e incerteza, páginas, páginas e mais páginas. Para cada leitor, um aprendizado e uma responsabilidade. “O autor só escreve metade do livro. Da outra metade, deve ocupar-se o leitor”. (Joseph Conrad)

Fotos: Divulgação

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“Continuação… com inovação”

Letícia Zuppi

Muitos são os filmes que fazem tanto sucesso no cinema que vemos surgir a parte 2, 3, 4 da obra ou mais… Tubarão, De volta para o Futuro, Indiana Jones, Guerra nas Estrelas, Homem Aranha, Velozes e Furiosos, Piratas do Caribe, Harry Potter, Saga Crepúsculo, Senhor dos Anéis, Jogos Vorazes, As Crônicas de Nárnia, Sherlock Holmes…estes foram alguns longas que, com sua continuação, fizeram milhões de espectadores voltarem ao cinema.

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Porém nem todos os filmes com continuação conseguem o mesmo êxito nas telonas do que a obra original. Algumas sequências acabam sendo mais interessantes para o diretor e o elenco do que para os espectadores. Isto porque muitas vezes o que está por trás do filme em si é o mais interessante: a execução. Algumas equipes são formadas por atores, diretores e produtores que se tornam amigos e, assim, repetir o trabalho com o mesmo grupo acaba sendo muito divertido. Porém, este clima de “bom repeteco” não chega à plateia no momento da exibição.

O que o público quer é ver o mesmo sucesso original em um novo roteiro, surpreendente e certeiro como o primeiro. E nem sempre isto acontece.

Foi assim com Se eu Fosse Você. O primeiro filme foi um sucesso arrebatador, trazendo Glória Pires e Tony Ramos em papéis invertidos. Hilários, os dois atores conquistaram o público. Já Se eu Fosse Você 2 – que repetiu a troca de personalidade dos personagens - partiu da previsibilidade e já não contou com o mesmo elenco original, embora os dois protagonistas tenham sido mantidos.

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O mesmo acontece com Divã. O filme, com Lilia Cabral e Cauã Reymond no elenco principal terá este ano sua segunda parte. Porém, Lilia Cabral não mais será a protagonista. A própria atriz desistiu de fazer o filme, alegando que a obra não tem qualquer semelhança com a original.

Ao menos as animações parecem ter mais sorte. Shrek, Toy Story, A Era do Gelo, Madagascar, Carros, Rio… todos tiveram continuações. Como em desenhos tudo é possível e pode-se inserir facilmente um novo personagem que fala assim ou assado, ou um novo e inusitado lugar onde as aventuras acontecem, ou um dublador de destaque, ou uma trilha que encante crianças e adultos, parece que serão sempre apreciados.

Será esta a fórmula? Criatividade e ousadia!

 

Fotos: Divulgação

 

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Em destaque: Opinião

“Amigos Culturais”

Letícia Zuppi

Notamos cada vez mais em nosso dia-a-dia que nossos “amigos” culturais foram uns ontem e hoje são outros. Antigos companheiros inseparáveis como LPs, fitas de músicas e fitas VHS – que todos adoravam comprar – já disseram adeus, embora alguns – ou muitos – de nós ainda tenhamos exemplares em casa.

Novas invenções facilitam cada vez mais nossas vidas e também nos obrigam a deixar para trás vários objetos que fizeram parte do nosso cotidiano, além de mudar nossos antigos hábitos.

Conforme os anos passam, vamos nos despedindo de velhos “amigos” e recebendo novos “companheiros”, que nos abrirão novos caminhos e nos farão repensar muitas coisas.

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A era digital trouxe diversas, novas e práticas possibilidades de acesso e vivência culturais, isso não há como negar. Se antes durante uma viagem carregávamos vários livros, hoje é possível levar um leitor de livros digitais e ler com mais conforto e praticidade. Ler ou assistir o jornal via internet, quem imaginou?

Nosso amigo já antigo, o CD, melhorou muito a vida de quem vivia com um walkman à tiracolo apreciando seus gêneros musicais favoritos. Os MP3 players inovaram ainda mais, compactando e abrindo caminho para Ipods e similares. DVDs e BlueRay deixaram os filmes de que tanto gostamos ainda mais emocionantes e com melhor qualidade.

Hoje podemos escolher: computadores, notebooks, tablets, smartphones…cada um com seu leque de atividades possíveis para um universo de imagens e áudio, trocas de mensagens, acesso a redes sociais, armazenamento e compartilhamento de informações, entre tantos outros. Onde estivermos e com quem quisermos!

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O trailer do seu filme favorito que chegará aos cinemas no final de semana está a um clique, o vídeo do programa que você perdeu ontem nunca esteve tão à mão, as notícias em papel hoje estão facilmente online, ouvir sua coletânea musical favorita nunca foi tão prático, combinar um programa cultural com muitos amigos jamais deu-se tão rapidamente como hoje.

É…novos tempos na vitrola da vida!

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Fotos: Divulgação

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Em destaque: Opinião

“Férias = cinema”

Letícia Zuppi

As férias são o momento certo para levar ao público novidades do cinema. Nesta época, todos – especialmente as crianças – buscam lançamentos, emoções, diversão, entretenimento.

O cinema aproveita a época das férias para levar ao público filmes diversos. Desenhos, comédias, aventuras, humor, romance, drama. Com o tempo ocioso, é possível assistir a vários, senão todos, os filmes que se desejar. Para as crianças, as versões dubladas, para os adultos, as legendadas.

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Na fila, a questão: “que filme assistir primeiro?”. Os banners na entrada do cinema já aguçam a curiosidade sobre as obras. Ali já é possível conferir fotos, elenco, direção e a ideia central. Se o filme é um desenho dublado, ali também são anunciados os seus dubladores – geralmente atores conhecidos.

Além da pipoca, o combo da bomboniere traz um brinde alusivo ao filme. Tudo colabora para que, nem mesmo o filme tenha começado, você já se sinta dentro dele.

Quando o longa-metragem começa, muitas emoções. Não importa se nem todos os presentes na sala de projeção saibam se comportar. Um indivíduo fala mais alto, a mãe explica um trecho do filme ao filho, o “vizinho” de poltrona faz barulho ao comer pipoca, o celular de alguém chama à realidade…Nada tem muita importância, afinal as férias chegaram!

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E, para esticar a piada, que tal assistir à continuação de seu filme favorito? Os cinemas, nessa época, também apostam neste segmento. As partes 2, 3 e até 4 daquele desenho ou comédia de sucesso desejam conquistar o público mais uma vez. E nada melhor do que as férias para atrair todos para a frente da telona.

Pode parecer estranho, mas não é que Roberto Carlos combina muito bem com este cenário? “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi…nas férias“.

Imagens: Divulgação

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    “Novos canais, novas possibilidades”

Letícia Zuppi

Enquanto anos atrás as possibilidades para atingir um grande público através de mensagens audiovisuais eram basicamente a TV e o Cinema, hoje as formas de passar adiante este tipo de conteúdo são outras.

Atualmente é comum criar um canal de vídeos – normalmente no YouTube – onde são disponibilizadas obras audiovisuais próprias, focando temas diversos, como beleza, turismo, cultura, dança, moda, etc.

Alguns canais de vídeos na internet tornam-se sucesso pelo seu conteúdo voltado ao humor, com qualidade de TV. O elenco é bem pensado, o roteiro bem elaborado e a edição é primorosa. As situações, normalmente cotidianas, trazem esquetes – de cerca de 3 minutos - que causam identificação com o público.

Este tipo de produção contempla novas possibilidades de visualização, interação e diversão, tudo baseado na liberdade editorial que o meio permite.

Um exemplo é o conhecido canal no YouTube, “Porta dos Fundos”. Comandado entre outros por Fábio Porchat, a atração tem dois esquetes semanais e, em menos de um ano, conseguiu mais de 1 milhão de visualizadores inscritos.

A equipe do canal reúne um time de profissionais como o de um canal de TV: diretor, produtor, editor, roteirista, assistente de direção, figurinista, maquiador, assistente de produção, diretor de fotografia, analista comercial e analista financeiro, entre outros.

Atualmente o conteúdo audiovisual caminha desta maneira: não há espaço na televisão, há muito espaço na internet. Novos canais, novas – e inúmeras – possibilidades!

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Foto: Divulgação

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“Fotografia: exposição da vida”

Letícia Zuppi

Captar um olhar, um sorriso, um gesto. Parece simples, mas nestas sutilezas residem o sucesso para uma boa foto. A fotografia é uma arte capaz de retratar pessoas, criando algo cheio de nuance e beleza.

O bom olho do fotógrafo Steve McCurry ao captar o olhar da menina Sharbat Gula, para reportagem da “National Geographic” sobre a ocupação soviética no Afeganistão, tornou a foto uma das mais conhecidas do mundo. O beijo na Times Square, em 1945, durante o anúncio do final da guerra contra o Japão, tornou-se um símbolo da paz, capturado por Alfred Eisenstaedt.

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Fotografias de paisagens são famosas. Vales floridos, praias majestosas…tudo é imortalizado pela câmera. Na foto abaixo, de Arjanveen, da Creative Commons, o vale na Noruega une beleza e mistério. O retrato da cidade, a paisagem urbana, turbulenta, cheia de movimento, que nunca imaginou-se que também pudesse ser tão bonita, mostra uma outra face do Irã.

 

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A fotografia de animais exige paciência, mas pode revelar momentos únicos. Em sua espontaneidade, um abraço ou um afago entre os bichos tornam a foto humanizada e cheia de significados.

A foto da Nature Picture Library/Rex Features mostra duas corujas, uma parecendo beijar a outra. Na foto abaixo, também da Rex Features, um Wallaby abraça o outro. Como explicar tamanha beleza imortalizada pelas lentes?

 

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Exposições fotográficas podem mudar o olhar que temos sobre o mundo e sobre nós mesmos. Que tal visitar uma exposição assim em breve?

 

Fotos: Divulgação
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“Vale-Cultura: válido?”

Letícia Zuppi

A presidente Dilma Rousseff decretou, em 27/08/13, a regulamentação do Vale-Cultura. De lá pra cá esta nova política vem se amadurecendo e evidenciando qual o seu propósito.

Segundo o governo, o cartão do Vale-Cultura deve beneficiar os trabalhadores com carteira assinada que recebem até cinco salários mínimos, provendo-lhes a quantia de R$ 50 por mês para gastos com ingressos para festas populares, espetáculos de teatro e música, exposições e cinema.

Nos moldes do vale-transporte e do tíquete-refeição, o Vale-Cultura pode ser utilizado para a compra ou o aluguel de livros, CDs, DVDs e instrumentos musicais. TV por assinatura, games e vídeos on demand não estão incluídos nos benefícios.

A Ministra da Cultura, Marta Suplicy, vem percorrendo cidades brasileiras para divulgar a nova política, que também deve ampliar o acesso dos brasileiros à museus e shows.

Quem deve providenciar o cartão de benefícios é o empregador e o empregado terá descontado de seu salário de R$ 2 a R$ 5 mensais (dependendo do valor da remuneração recebida).

Certamente a iniciativa de prover mais Cultura à população é bastante interessante, mas um país como o Brasil deveria ter outros “vales” muito importantes, como o Vale-Saúde, o Vale-Segurança, o Vale-Corrupção Zero, o Vale-Menos Impostos. Cultura é fundamental, mas será que os cidadãos estão prontos para reconhecer o seu valor e aproveitá-la?

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Imagem: Divulgação
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Em destaque: Opinião

“Palco para um”

Letícia Zuppi

Há um gênero teatral particularmente interessante, que é o monólogo. Muitas pessoas não gostam deste tipo de encenação, por considerarem que apenas um ator em cena possa deixar o espetáculo um pouco “vazio”. Certamente tudo depende do estilo da obra. Algumas são mais densas e profundas, geralmente consistem em um mergulho do ator em seu próprio eu, trazendo à tona o personagem, ou os personagens.

Muitas vezes também é um discurso que se confunde com a própria essência da vida, como um filosofar, em uma troca com a plateia e, assim, o ator sozinho no palco, parece alguém que abre seu coração com um amigo. Porém, em outras circunstâncias, o texto pode ser mais leve e divertido, de forma que a peça acaba por surpreender quem imaginou que o monólogo seria monótono.

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Alguns atores já se arriscaram, sozinhos, a interpretarem diversos personagens da comédia, do drama e de outros gêneros para as plateias. O monólogo requer confiança e um bom estudo do texto, já que se ocorrer o momento do “branco” – quando o ator esquece sua fala – não há como disfarçar o erro, porém o improviso pode ser sempre possível.

Agilidade também é a palavra-chave de um monólogo. Alguns artistas trocam seu figurino ou adereços – tudo feito muito rapidamente – em cena ou na coxia e é responsabilidade do ator manter o público interessado, durante toda a peça.

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Certos monólogos ainda apostam em trechos cantados pelo ator ou trechos em vídeo, o que também contribui para deixar o espetáculo mais “preenchido”. Porém, de nada adiantam estes complementos se o ator não se permitir exercer plenamente o seu ofício no palco. Uma grande responsabilidade, mas com certeza também uma grande satisfação!

Fotos: André Muzell e Divulgação

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“Para crianças?”

Letícia Zuppi

Shrek, A Era do Gelo, Toy Story, Madagascar, Carros, Procurando Nemo, O Espanta Tubarões, Kung Fu Panda, Monstros SA, Formiguinhaz, Os Incríveis, Bee Movie, Vida de Inseto, Robôs…a lista é extensa e não para por aí.

Muitos são os sucessos cinematográficos de animação direcionados as crianças, mas que encantam os adultos.

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As estórias são divertidas, com personagens marcantes que conquistam a todos. No lugar de um enredo simples e linear como se poderia pensar que seria o ideal para o público infantil, estão estórias de coragem, romance, amizade, determinação, união e superação, com toques de comédia, aventura e descontração.

As animações são pesquisadas, minuciosamente estudadas, elaboradas para surpreenderem nos mínimos detalhes, seja no comportamento, na movimentação, nos gestos e nas falas dos personagens, como na trilha sonora e nas mensagens de vida sutilmente inseridas no enredo.

Filmes de animação como os mais famosos que conhecemos foram notados em vários quesitos, mas se não fossem os personagens bem conduzidos a nos ensinar uma lição – destas que levamos para o nosso dia-a-dia -, não teriam feito tanto sucesso.

As estórias que aparentemente seriam para as crianças fazem os adultos refletirem, reverem conceitos e preconceitos, se reaproximarem da simplicidade, do sonho, da esperança…

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O personagem mal educado e aparentemente grosseirão, de Shrek, o ingênuo e corajoso Nemo, de Procurando Nemo, os companheiros inseparáveis Sid, Diego e Manfred de A Era do Gelo, entre tantos outros, vêm nos ensinar que, de fato, de onde menos imaginamos, vêm os grandes ensinamentos.

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“Ah, os musicais!”

Letícia Zuppi

Eles são famosos, levam milhões de espectadores aos teatros de todo o mundo e reúnem a arte de interpretar, a magia do canto e a beleza da dança. “O Fantasma da Ópera”, “A Noviça Rebelde”, “Les Miserables”, “Chicago”, “Cats”, “A Bela e a Fera”, “O Rei Leão”, “West Side Story”, “Cabaret”, entre tantos outros, são musicais que já levaram muitas pessoas às lagrimas e risos.

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Seja na Broadway ou fora dela, em versões pelo mundo, este mix de teatro e show é envolvente e impactante. Requer um grande preparo, desde a escolha dos atores, que devem ter boa voz e excelente movimentação corporal, até a definição do cenário, do figurino e da trilha sonora. O que dizer da orquestra ao vivo que acompanha o espetáculo?

 

Quando transportadas para o palco, as estórias de filmes conhecidos ganham outra dimensão nos musicais. Ali é possível recriar a trama, colocar novos objetos em cena, adaptar, inovar…A sensação de assistir à aquele espetáculo ao vivo supera o cinema, mesmo com todas as suas possibilidades de pós-produção.

 

Toda aquela movimentação diante de nossos olhos, tão bem ensaiada, muitas vezes sincronizada, entre tantos efeitos de luzes e com o som da voz igualmente lapidada dos artistas, faz com que o show dos musicais seja completo e cheio de emoções.

 

Uma emoção tão grande, que somos capazes de querer assistir à toda aquela linda obra visual e sensorial mais uma porção de vezes.

Para completar as lembranças, em muitos lugares é possível levar para casa uma camiseta personalizada, uma caneca ou algum outro objeto alusivo à estória. Boas recordações!

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Em destaque: Opinião

“No escurinho do cinema…”

Letícia Zuppi

Já cantava Rita Lee: “no escurinho do cinema, chupando drops de anis…longe de qualquer problema, perto de um final feliz”. Ir ao cinema pode ser muito divertido, principalmente para assistir bons filmes.

A música Flagra foi lançada em 1982. De lá pra cá muita coisa mudou. Será que a emoção do passeio ao cinema continua a mesma?

Antigamente, ir ao cinema era um passeio considerado uma grande novidade, que movimentava a vida social. Os cinemas localizavam-se no centro das cidades. Em Campinas foram famosos os Cines Jequitibá e Windsor, entre vários outros. Hoje, os cinemas estão nos shoppings e a variedade de filmes é muito maior.

 

Antes o cenário era simples: comprava-se o ingresso e a pipoca, às vezes vendida na porta do cinema, pelo pipoqueiro. Hoje, é comum adquirir o ingresso pela internet e degustar os chamados combos, que incluem pipoca, refrigerante e um chocolate.

 

O conforto e a tecnologia também mudaram. No lugar das poltronas comuns, pouco aconchegantes, hoje estão as poltronas que reclinam, mais espaçosas e confortáveis. A “telona” dos dias atuais exibe filmes com tecnologia digital, em 3D, com potente sonorização. Não há como negar que existem mais possibilidades de interação.

 

Com tantas mudanças, infelizmente atualmente uma sessão de cinema para duas pessoas no final de semana – incluindo a pipoca “atual” para dois – pode custar tão caro como um jantar ou como assistir a um belo espetáculo de teatro. Que flagra!

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Em destaque: Opinião

 

Ano: 2013

 

“Teatro Infantil: viagem ao mundo dos sonhos”

 

Letícia Zuppi

 

 

Lembro-me que desde criança eu já frequentava o teatro. Nos finais de semana, meu pai me levava, geralmente ao Centro de Convivência, em Campinas, para assistir a algum espetáculo teatral infantil.

O momento era muito aguardado. Minha mãe me penteava e arrumava para o passeio de domingo. Chegando lá, havia a tradicional pipoca adquirida na entrada e, lá dentro, mais expectativa. Nós, crianças, mal podíamos esperar. Permanecer sentados na poltrona era impossível. Todos, impacientes, gritávamos: “começa, começa!” e então a magia tinha início.

Com carinho me recordo do espetáculo “Marcelino – Pão e Vinho”. Que bela montagem! O cenário era lindo. As crianças envolveram-se com a estória do começo ao fim. Esta é a maravilha do teatro. Somos transportados para outra realidade, às vezes outra época, vivemos como outras pessoas, nos colocamos no lugar dos personagens, viajamos no enredo…

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Quando crianças, o teatro é ainda mais fascinante. Aquele mundo diferente que se abre diante de nossos olhos, com tanta magia, fantasia e alegria, é uma experiência única e permanece para sempre na memória.

O espetáculo infantil agrada a pais e filhos. É um momento de diversão conjunta, aproximando e permitindo a interação com o “ao vivo”. Saber o momento de ouvir e assistir, saber o momento de participar com risos e comentários, saber o momento de aplaudir.

Quando o espetáculo terminava, a ansiedade era a de correr para o saguão do teatro para conhecer os atores, ainda em seus lindos figurinos da peça. Era o momento de dar-lhes um abraço sincero, eles que agora eram os nossos heróis.

E mal se podia esperar pelo próximo espetáculo. Qual seria? Para onde “embarcaríamos”? Doce infância, doce magia das artes…

 

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Em destaque: Opinião



Ano: 2013

 

“Meia-entrada: uma nova discussão”

 

Letícia Zuppi

 

Foi aprovada no último dia 24/04 pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, o projeto de lei que prevê a cota de 40% para meia-entrada do total de ingressos de espetáculos artísticos, culturais e esportivos no Brasil.

 

O benefício é válido para estudantes, pessoas com deficiência, jovens carentes de baixa renda e idosos acima de 60 anos. A emissão das carteiras de estudante apenas por entidades estudantis e sua confecção pela Casa da Moeda do Brasil também estão sendo discutidos, para evitar falsificações.

 

Para produtores de espetáculos, a novidade deve beneficiar o público em geral – que pagava um preço mais alto pelos ingressos – e também as pessoas que têm direito à meia-entrada – que pagavam um preço que não correspondia a 50% de desconto e sim mais alto.

 

 

 

Segundo o relator da proposta, o deputado Vicente Cândido (PT-SP), sem saber antecipadamente qual seria a demanda pela meia-entrada, os produtores aumentavam os preços das entradas. Já a previsibilidade deve permitir a redução destes valores.

Mas será que este projeto atraiu a simpatia de todos? O ator e dramaturgo Juca de Oliveira expôs sua opinião sobre o assunto no jornal Folha de São Paulo, de 27/04/2013. Intitulado “Pela generosidade espontânea”, o texto traz o ponto de vista do artista, representando a visão da classe teatral e questiona se o projeto proposto por Vicente Cândido não seria uma intromissão política descabida.

 

Leia abaixo:

 

“É do ponto de vista de quem faz teatro profissional há mais de 50 anos que posso me manifestar. O teatro é o mais pobre e carente dos espetáculos. E para complicar, temos os políticos, criaturas magnânimas e solidárias –desde que suas benesses se façam com o dinheiro e o sacrifício alheio. Portanto por que não uma demagogiazinha para ganhar votinhos de estudantes? Por que não criar uma lei para que os atores sejam obrigados a cobrar apenas meia entrada de todo cidadão que estude, ou dos jovens de baixa renda?

 

 

 

 

Em todas as produções de que participei, fizemos sessões a preços populares (a nossa meia-entrada) por semanas ou meses, para lançar o espetáculo ou mantê-lo em cartaz. Fizemos ensaios abertos, promoções para estudantes de todos os níveis, comerciários, operários, ingressos até 90% mais baratos, vendas em ginásios, colégios, faculdades, cursinhos, fábricas, clubes e associações de bairro. Por que o ator faz teatro? Fazemos teatro para melhorar o homem, torná-lo mais ético, mais íntegro, menos corrupto, menos predador e, sobretudo, mais solidário.

A nossa meia-entrada é confraternização, é a natureza do nosso trabalho. Portanto, apesar de a bilheteria ser a fonte de sobrevivência do ator e do autor ao longo dos séculos – Shakespeare já escrevia com os dois olhos na caixa registradora -, a meia-entrada vem de longe, de bem antes da inspiração dos políticos…

O curioso é que, ao impingir a atual meia-entrada, eles extinguiram a meia-entrada, punindo a generosidade de séculos, enquadrando a alma do teatro nos limites gelados de leis, advertências e punições eventuais. Como se fôssemos personagens de licitações públicas.

 

A meia-entrada imposta engendrou algo desconhecido no teatro até então, ou seja, a quase extinção da empatia, a identificação mágica ator-espectador; criou-se a suspeita de que o palco, sempre pobre e deficiente, poderia estar lesando a plateia, ou a plateia lesando o palco. Ou os atores mentindo sobre a lotação do teatro ou os estudantes falsificando credenciais, ou o teatro elevando os preços dos ingressos pra sobreviver aos custos.

 

 

Ora, o estudante, o jovem, sempre foi prioridade para nós, por ser ele a base essencial na formação de plateias e elevação cultural. Porque, acima de tudo, aprendemos com os jovens! O artista só avança se for capaz de se reciclar por meio do jovem. A arte é jovem. Precisamos dos jovens. Vamos encarar a coisa como ela é. A meia-entrada, por força da lei, é algo absurdo; ela só deveria ocorrer no caso de concessões públicas, como o transporte, por exemplo.

Nós do teatro, a mais pobre e frágil das artes do espetáculo, concedemos a meia-entrada, como sempre fizemos, sem a instrumentalização do Estado, porque esse intercâmbio é o espirito do teatro e a razão da sua sobrevivência. Então por que esse tipo de intromissão política?

 

Esse procedimento me leva à uma pergunta óbvia: se a magnanimidade dos parlamentares foi tão objetiva e direta ao invadir nossas parcas bilheterias, por que ela não é extensiva às necessidades essenciais, além do espetáculo teatral? Por que não ‘meia-consulta médica’, ‘meio-pãozinho de queijo’, ‘meia-cesta básica’ nos supermercados? ‘Meia-cerveja’ nos botequins, que afinal ninguém é de ferro! ‘Meio-carro’, ‘meia-moto’ para o estudante se safar da tragédia dos congestionamentos?

 

E, finalmente, para cimentar o elevado desprendimento do nosso político em favor do cidadão comum, por que não o ‘meio-salário parlamentar’?”

 

 

 

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Em destaque: Opinião

 

Ano: 2012

 

 

“O mundo dos Stand ups”

Letícia Zuppi

 

 

Vemos uma incidência cada vez maior nos palcos de um gênero específico de espetáculo: o stand up. Termo vindo do Inglês, stand up faz referência a um determinado tipo de apresentação comandada por apenas um comediante, em pé. Este formato de espetáculo não conta com cenário ou grandes caracterizações e, por isso, tem o desafio maior de prender o público do começo o fim.

 

Normalmente, os stand ups são baseados em fatos do dia-a-dia, relatados de forma a ironizar as situações corriqueiras que todos vivemos. As pessoas na plateia de imediato identificam-se com estas situações, o que cria uma espécie de intimidade e cumplicidade com o humorista, mesmo que estejam vendo-o pela primeira vez.

 

O grande segredo do humorista do stand up é fazer seu espetáculo acontecer como se fosse uma conversa com o público, como amigos que se reúnem em uma mesa de bar para comentar sobre futebol, política, televisão, etc. Em poucos minutos, os espectadores envolvem-se nesta atmosfera e riem lembrando das suas próprias situações particulares, que nem eles haviam se dado conta que poderiam ser tão engraçadas.

 

O stand up comedy é um gênero muito criativo e que exige o pensamento rápido. Por mais que se tenha um roteiro do espetáculo, lida-se com improvisos e respostas da plateia. O humorista também precisa ter jogo de cintura para conduzir os espectadores para dentro de suas ideias e observações, sem deixar grandes lacunas, emendando um assunto no outro, para que o público não se distraia em momento algum.

 

Por ser um gênero em que o comediante apresenta-se de “cara limpa” – salvo em algumas situações em que o humorista caracteriza-se usando alguns acessórios – há uma exposição direta da sua própria personalidade e da sua forma de ver o mundo, já que ele não está interpretando um determinando personagem de uma obra teatral, mas sim criando a sua própria obra. E isto é bastante interessante.

 

Imprimir a sua marca particular é muito importante para qualquer comediante e também é primordial que ele traga sempre novas ideias para o seu stand up, com atualidades e novidades, aproveitando sempre algum fato acontecido ou “gancho” para criar um novo comentário divertido ou mesmo fazer uma crítica social.

 

Particularmente gosto muito dos stand ups. A meu ver, são uma das formas mais divertidas de espetáculo. E rindo de nós mesmos também refletimos: “como encaramos o mundo?”, “Quais os nossos preconceitos?”. Stand up Therapy!

 

 

 

 

 

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Em destaque: Opinião

 

Ano: 2012

 

“Cinema: dublado ou legendado?”

 

Letícia Zuppi

 

 

Há um certo tempo discute-se o crescente oferecimento de filmes dublados nos cinemas. Se antes os filmes infantis eram o alvo desta adaptação, hoje em dia a situação é outra. Também entre os adultos, há os que prefiram assistir um filme dublado ao legendado.

 

Uma pesquisa do Instituto Datafolha apontou que 56% das pessoas que vão ao cinema têm preferência por assistir um filme dublado.

 

Mas quais seriam as razões para isso? Muitos alegam que a leitura da legenda é cansativa, principalmente se o filme for muito longo. Outros dizem que, ao prestar atenção na legenda, perdem alguns detalhes do filme. Se a cena do filme tiver muita ação e falas, corre-se ainda o risco de não conseguir ler a legenda inteira à tempo. Sempre tem alguém perguntando para o vizinho durante o filme: “ele disse que não pode ir onde?”.

 

Existem também as pessoas que possuem dificuldade de leitura e as mais idosas, claramente beneficiadas pela dublagem.

 

Por outro lado, a dublagem pode alterar a interpretação e a entonação do texto, visto que o ator do filme original e o dublador jamais dirão as falas da mesma maneira, além de terem vozes e timbres completamente diferentes, o que também interfere em todo o contexto.

 

O filme legendado também favorece o entendimento e a aprendizagem de outros idiomas, principalmente o Inglês. Este contato com o som do idioma estrangeiro e o intermédio das legendas é um ótimo exercício de proximidade com a língua.

 

E então, já escolheu como será o seu próximo filme? Dublado ou legendado?

 

 

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Em destaque: Opinião

 

Ano: 2012

“Boas notícias teatrais”


 Letícia Zuppi

Os amantes de teatro festejaram a recente abertura à população do Teatro do Liceu Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora, no Taquaral, em Campinas. O espaço, que até então era destinado apenas para as atividades internas do colégio, é agora mais uma opção teatral na cidade.

 

Mais uma vez os pequenos e alternativos espaços teatrais estão mostrando sua força. Enquanto os teatros Castro Mendes e Centro de Convivência seguem, respectivamente, em reforma e interditados sem previsão de reabertura, Campinas vê novos locais conquistando os cidadãos que buscam por cultura.

 

Destacam-se na cidade também o TAO – Teatro de Arte e Ofício (na Vila Nova), o Teatro do Sesi (na Avenida das Amoreiras) e o Teatro Amil (no Shopping Parque D. Pedro).

 

Recentemente inaugurado em Campinas, o Teatro do Sesi começou suas atividades na cidade em agosto de 2011. Em março do mesmo ano, havia sido entregue ao público campineiro o novo Teatro Amil, (antigo Teatro Tim, posteriormente chamado de Teatro do Parque D. Pedro), que passou por reforma.

 

Inaugurado em 1984, o TAO é o mais antigo da lista e, até hoje, abriga produções culturais dos mais diversos estilos.

 

Seja qual for o teatro e o estilo do espetáculo, prestigiemos a cultura em nossa cidade!

 

 

 

 

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Em destaque: Opinião

 

Ano: 2011

 

“A cultura está onde existe o homem”

Letícia Zuppi

Acredito que a cultura seja algo que possa acontecer em locais de proporções diversas, com maior ou menor concentração de pessoas e de várias formas. Já elogiei aqui os eventos proporcionados por algumas livrarias de Campinas, de forma gratuita, que considero muito importantes neste “despertar” e no incentivo que a cultura necessita nos dias de hoje.

 

Gosto, principalmente, dos ambientes aconchegantes onde estes eventos acontecem, com uma atmosfera intimista, onde os artistas podem lançar seus CDs, DVDs, livros, falarem sobre o seu trabalho, sobre o acreditam, como se estivessem em uma reunião de amigos. Foi assim com os pocket-shows de Luciana Mello e Jair Oliveira, Jorge Vercillo, entre outros, que registramos para o Em Destaque na Cidade.

 

Também houve a cobertura para o site de algumas exposições realizadas no Espaço Cultural Casa do Lago, na Unicamp. Este é um local onde a cultura acontece de forma genuína, que também indico a todos os que gostam de apreciar novidades. O espaço sedia mostras de exposições de pintura e também fotográficas de artistas e grupos talentosos, além de promover oficinas gratuitas, muita música e debates.

 

O Sesc e a CPFL Cultura também são boas opções de cultura e entretenimento. Destaque para o Café Filosófico deste último, que também é televisionado e inspira o público a refletir sobre várias questões importantes do nosso mundo. Uma forma de cultura mais voltada ao conhecimento, diferente de assistir uma peça de teatro, por exemplo, que também pode nos fazer refletir e repensar. Um conhecimento mais filosófico e também muito útil.

 

Em uma cidade do porte de Campinas é bastante difícil contemplar tudo o que acontece em termos culturais em locais que infelizmente ainda nem todas as pessoas conhecem e frequentam. Mas há sempre o que descobrir e apreciar nesta cidade. Isso nos leva a lugares diferentes, a encontrar novos artistas e a contemplar a cultura de uma nova forma. Já fez seu passeio cultural de hoje?

 

 

 

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Em destaque: Opinião

 

Ano: 2011

“Campinas: Cidade Princesa?”

 

Letícia Zuppi

 

Lembro-me quando, ainda criança, ouvia meu avô paterno se referir orgulhamente a Campinas como a “Cidade Princesa”. Isso me faz refletir e, inevitavelmente me entristecer, com o fato de Campinas, também conhecida como “Princesa D´Oeste” e “Cidade das Andorinhas”, já não ser mais a mesma.

 

A modernidade, as novidades, o fluxo natural do tempo trouxe grandes e positivas mudanças, porém, em vários aspectos, vemos como nossa Campinas foi perdendo, ao longo das décadas, o seu brilho, digno de um membro da realeza.

 

É entristecedor e preocupante o fato de uma cidade do porte de Campinas não ter atualmente algo tão importante – e tão comentado nas rodas – para uma cidade desta magnitude: um teatro municipal.

 

Para os cidadãos mais velhos, que lembram-se do Teatro Municipal de Campinas Carlos Gomes, inaugurado em 1930 e cruelmente demolido em 1965, é ainda mais revoltante.

 

Muitos são os atores de fora que têm, como única solução, apresentar seus espetáculos teatrais nas cidades vizinhas. Quando se trata de casa de shows para abrigar apresentações musicais, vemos que poucos são os lugares adequados na cidade. Muitos artistas apresentam-se em ginásios de clubes, que não possuem acústica ou estrutura adequada, tanto para eles, como para o público.

 

Por outro lado, vemos crescer na cidade as atrações culturais oferecidas por livrarias e também o incentivo cultural por parte de alguns shoppings. Nas livrarias, é possível assistir a pocket-shows – ideais para a divulgação de novos CDs – palestras, ver exposições, participar de encontros, de lançamento de livros e de workshops. Além disso, estes espaços vêm incentivando a inclusão cultural das crianças, através de atividades, espetáculos teatrais e oficinas. Estes eventos são, em sua maioria, gratuitos e, em alguns casos, ainda incentivam a solidariedade. Nas praças e áreas de lazer dos shoppings, eventos culturais promovidos pelos centros de compras levam entretenimento para toda a família e, também exclusivamente, para as crianças.

 

Vemos em Campinas ainda, grandes nomes da música e do teatro e também grupos de artistas que se reúnem e somam esforços para mostrar o seu trabalho em bares, promovendo eventos, recitais, ações culturais, provando que a cidade é um celeiro de grandes talentos em constante crescimento e que, embora a estrutura cultural da cidade seja desfavorável, a luta continua.

 

Nossa “Cidade Princesa” precisa juntar seus cacos e erguer-se novamente. Queremos um teatro municipal, para que Campinas mostre seu brilho e seus cidadãos orgulhem-se e desfrutem deste bem tão precioso e que jamais será perdido: a cultura, para todos.

 

Imagens: Reprodução