A comédia romântica A Vida em Rosa, de Adriana Falcão, com Fabiana Karla, estreia nesta sexta-feira, 04/01, às 21h, no Teatro Amil, em Campinas. 

A comediante interpreta Rosa, uma professora de classe média, carente e com um pacato cotidiano que sonha encontrar o grande amor. A dramaturgia aborda com profundidade e humor o medo da morte e as dificuldades do ser humano em lidar com ela. “A proposta é fazer pensar e rir de forma perspicaz”, afirma a diretora do espetáculo, Cláudia Borioni.
Em uma confeitaria, a personagem Rosa conhece um viajante sedutor e um tanto misterioso (papel de Leandro da Matta), que a fará se apaixonar e modificar a sua forma de ver a vida e a morte. O espectador participa da dinâmica criada pelos atores, que brincam com a plateia sobre os detalhes que ficam para os vivos resolverem depois da morte. “No mundo caótico em que vivemos, as pessoas querem dar boas gargalhadas. A interação com o público é a marca dos meus espetáculos, que sempre têm cacos (improvisação). Eu aproveito para estar próxima do espectador, que é o meu verdadeiro termômetro em cena. Eu me divirto com essa entrega”, fala Fabiana Karla.
 Confeccionado pela roteirista de cinema e televisão Adriana Falcão (A Grande Família, Globo, e os longas O Auto da Compadecida e Se Eu Fosse Você), o texto vai do humor rasgado ao chapliniano, com pitadas de sentimentos contraditórios. “Apesar de sempre ter evitado escrever para teatro, por achar que não tenho muita intimidade com essa linguagem, me rendi”, diz Adriana Falcão.
 A cenografia reproduz a sala da casa de Rosa, com poucos e significativos elementos. Ao fundo, uma projeção retrata uma janela onde o desenho gráfico de uma árvore é iluminado ora pelo luar, ora por um relâmpago ou pelo sol. Daniela Sanchez bolou o desenho de luz, de acordo com a suavidade ou intensidade das cenas, segundo a direção.
O figurinista Bruno Perlatto seguiu a mesma linha da simplicidade para personificar o romantismo e a candura da personagem de Fabiana Karla. “Brincou” com vários tons de rosa, utilizando por vezes tecidos leves e esvoaçantes; enquanto para o personagem misterioso de Leandro da Matta optou por um estilo mais clássico. Concebida por Michel Bercovitch, a trilha sonora pontua a ação, com vinhetas cômicas, músicas românticas e sons que sugerem tensão ou mistério. 
A peça acontece às sextas e sábados, 21h, e domingos, 19h.

Foto: Rodrigo Molina